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Um pai denunciou, na última semana, casos de negligência após a morte do seu filho, que aguardou 18 horas em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) antes de receber atendimento médico. O incidente, ocorrido no município de São José dos Campos (SP), reacende debates sobre a qualidade e eficiência do sistema de saúde pública no Brasil.
Segundo informações prestadas ao órgão de fiscalização, o adolescente, de 15 anos, foi levado à UPA com sintomas de febre alta, dor abdominal e desidratação. O pai afirma que, ao chegar ao local por volta das 18h, foi informado de que não haveria atendimento imediato. “Ficamos 12 horas esperando no corredor. Quando finalmente chamaram meu filho, o médico disse que era apenas uma infecção. Ele piorou e faleceu por complicações no hospital no dia seguinte”, relata o pai, que prefere manter anonimato.
A Secretaria Municipal de Saúde informou que investiga o caso e que as UPA’s seguem protocolos estabelecidos para priorizar atendimentos. Em nota, o órgão destacou que “não há registros de espera superior a 6 horas em atendimentos médicos, e a priorização é feita com base na gravidade do quadro clínico”. A pasta também reforçou que os familiares já foram orientados sobre os procedimentos legais para apresentar uma denúncia formal.
A Associação Nacional de Defensores Públicos (ANDP) manifestou preocupação com o caso. “Esperas prolongadas em unidades de saúde são um problema recorrente, especialmente em áreas de alta demanda. Esse caso evidencia a necessidade de maior fiscalização e recursos para evitar tragédias evitáveis”, afirmou o presidente da entidade, João Silva.
O Ministério Público Estadual abriu um inquérito para apurar eventuais responsabilidades do órgão municipal. O pai do adolescente também declarou que vai acionar os órgãos competentes para responsabilizar os agentes envolvidos. “Quero que isso servisse para que outros pais não passem pelo que passei”, disse.
Enquanto isso, a comunidade local protesta pela melhoria das UPA’s. “Como um país pode permitir que um jovem morra por falta de atendimento? Isso é inadmissível”, comentou uma moradora da região. A pressão cresce para que o governo federal e estadual intervenham no sistema de saúde e ampliem as vagas em hospitais públicos.
O caso reforça a importância de políticas públicas que garantam acesso efetivo à saúde, especialmente em regiões com desigualdades estruturais. Para especialistas, a solução depende de investimentos em infraestrutura, pessoal e tecnologia para agilizar o atendimento.
Até o fechamento desta matéria, não houve resposta oficial sobre a situação do funcionário da UPA envolvido no caso.
**Nota editorial:** O texto foi elaborado com base nas informações disponíveis até a data da publicação. A redação está aberta a correções ou atualizações caso novas informações sejam divulgadas.



