INTERNACIONAL

Número de mortos em terremotos na Venezuela sobe para 2.595

Caracas — O número de mortos em consequência dos sismos registrados na Venezuela subiu para 2.595, conforme atualização divulgada nesta quinta-feira (17) pelo Instituto Sismológico da Universidade Simón Bolívar. Os dados são resultado de dois abalos de magnitude 7,3 e 6,8 que atingiram a região central do país no final da semana passada, causando destruição em larga escala.

Segundo informações da equipe de gestão de desastres do governo venezuelano, mais de 3 mil pessoas ficaram feridas, e cerca de 150 mil foram desabrigadas. O epicentro dos tremores foi identificado próximo a Sanare, no estado de Lara, mas as consequências foram sentidas em cidades como Caracas, Valencia e Barquisimeto.

Apesar do aumento no número de vítimas, autoridades reforçam que as operações de resgate continuam em andamento. Equipes de socorro, com apoio de drones e cães farejadores, buscam sobreviventes em áreas mais afetadas. “A cada hora que passa, nossa prioridade é salvar vidas”, afirmou o ministro da Defesa, Padrino López, em coletiva transmitida na tarde desta quinta-feira.

Organizações não governamentais e países da região mobilizaram equipes de assistência humanitária. Países como Colômbia, Peru e Argentina enviaram equipes de resgate e equipamentos para apoiar as ações no terreno. A Cruz Vermelha trabalha na distribuição de kits de sobrevivência e abrigos temporários.

Estudos geológicos divulgados pela Universidade Central da Venezuela indicam que a região situada entre os estados de Lara e Carabobo está em uma zona de alta atividade sísmica. Especialistas alertam para a possibilidade de novos tremores, mantendo o alerta em nível 3 da escala de risco.

A infraestrutura local enfrenta grandes desafios. Várias escolas e hospitais foram destruídos, e a rede elétrica e de água está comprometida em pelo menos oito municípios. A presidente da Venezuela, María Corina Machado, declarou estado de emergência e solicitou aporte de recursos internacionais para reconstrução.

Enquanto o país lida com a crise, a comunidade internacional reforça o apelo para doações. Organizações como a ONU e a União Europeia já confirmaram envio de verbas para auxiliar no processo de recuperação. A situação, porém, exige uma resposta contínua e coordenada para mitigar os impactos sociais e econômicos da catástrofe.

Os terremotos também expuseram fragilidades no sistema de construção civil venezuelano. Engenheiros alertam que prédios construídos em áreas de risco podem ter contribuído para a gravidade das consequências. Várias cidades estão revisando normas de segurança para evitar episódios semelhantes no futuro.

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