POLÍTICA

Veja como foi a terça-feira (25) dos candidatos à Presidência no segundo turno

Os candidatos Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Jair Bolsonaro (PL) concentraram as atividades de campanha em Minas Gerais nesta terça-feira (25), a cinco dias do segundo turno das eleições presidenciais. O Estado, considerado estratégico pela dimensão do eleitorado e pelo peso político, recebeu eventos dos dois concorrentes ao Palácio do Planalto.

Lula participou de um ato de campanha em Teófilo Otoni, no Vale do Mucuri. Durante o discurso, o candidato petista voltou a defender a ampliação de políticas sociais, a retomada de investimentos públicos e a geração de empregos. Também criticou medidas adotadas pelo governo Bolsonaro e pediu mobilização dos apoiadores na reta final da disputa.

O ex-presidente procurou reforçar a imagem de que sua candidatura representa a retomada de programas implementados durante os seus dois primeiros mandatos. Entre os temas mencionados pela campanha estiveram o combate à fome, a valorização do salário mínimo e a expansão de investimentos em saúde e educação.

Minas Gerais teve papel central na estratégia eleitoral de Lula. O Estado é o segundo maior colégio eleitoral do país e, desde a redemocratização, costuma ser observado por apresentar resultados próximos do desempenho nacional. No primeiro turno, Lula terminou à frente de Bolsonaro em Minas, mas a diferença foi menor do que a registrada em outras unidades da Federação da região Nordeste.

Jair Bolsonaro também esteve em Minas Gerais durante a terça-feira. O presidente participou de atividades com apoiadores em Uberlândia, no Triângulo Mineiro, e buscou ampliar a votação na região. A campanha bolsonarista destacou ações do governo federal nas áreas de infraestrutura, agronegócio, redução de impostos e transferência de renda.

Em seus pronunciamentos, Bolsonaro voltou a associar a candidatura de Lula a governos anteriores do PT e afirmou que a eleição definiria os rumos econômicos e sociais do país. O presidente também pediu aos eleitores que compareçam às urnas e mantenham o apoio demonstrado no primeiro turno.

A campanha de Bolsonaro vinha tentando reduzir a vantagem de Lula em Minas Gerais e em outros Estados do Sudeste. Para isso, a estratégia incluía a presença do candidato em cidades de médio e grande porte, além da mobilização de governadores e lideranças locais que declararam apoio à sua candidatura.

A terça-feira foi marcada ainda pela intensificação da propaganda eleitoral e das acusações entre as campanhas. A disputa entrou na última semana com os candidatos concentrados na busca por eleitores indecisos e na tentativa de aumentar a participação de seus apoiadores no segundo turno.

O segundo turno estava marcado para domingo (30). Além da escolha do presidente da República, os eleitores de 12 Estados voltariam às urnas para definir os governadores que não haviam sido eleitos na primeira etapa da votação. A campanha eleitoral seria encerrada oficialmente na noite da sexta-feira (28), conforme o calendário do Tribunal Superior Eleitoral.

Na reta final, os dois candidatos mantiveram agendas voltadas principalmente à comparação entre os governos anteriores, à defesa de suas propostas e à tentativa de consolidar alianças regionais. A disputa presidencial seguia polarizada, com diferenças de estratégia entre as campanhas, mas com Minas Gerais ocupando posição central nos planos eleitorais dos concorrentes.

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