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TJMG lança programa para ampliar participação de pessoas negras no Judiciário de Minas Gerais

O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) lançou um programa destinado a ampliar a participação de pessoas negras no Judiciário mineiro. A iniciativa busca enfrentar desigualdades históricas no acesso às carreiras da instituição e fortalecer a presença de profissionais negros em diferentes áreas da Justiça estadual.

O programa integra as medidas adotadas pelo tribunal para promover diversidade, inclusão e igualdade racial no ambiente institucional. A proposta considera tanto o ingresso de novos servidores e magistrados quanto a criação de condições para o desenvolvimento profissional e a permanência de pessoas negras no quadro do Judiciário.

Entre os objetivos anunciados está o aumento da representatividade racial em cargos e funções do TJMG. A iniciativa também pretende estimular ações de formação, conscientização e acompanhamento de indicadores relacionados à composição do quadro funcional. O monitoramento é considerado importante para avaliar a efetividade das medidas e identificar áreas nas quais a desigualdade permanece.

A participação de pessoas negras no sistema de Justiça é uma das questões acompanhadas por tribunais de todo o país. Dados de levantamentos nacionais do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) mostram que a presença de negros na magistratura ainda é inferior à proporção desse grupo na população brasileira. A desigualdade também pode ser observada em cargos de liderança e em posições de maior responsabilidade institucional.

As políticas de inclusão adotadas pelo TJMG estão relacionadas a normas nacionais que estabelecem ações afirmativas no serviço público e no Poder Judiciário. Entre elas está a reserva de vagas para candidatos negros em concursos, medida regulamentada no âmbito do Judiciário pela Resolução nº 203 do CNJ, de 2015. A regra prevê a destinação de parte das vagas oferecidas em concursos para pessoas que se autodeclaram pretas ou pardas, conforme os critérios definidos nos editais.

Além das cotas, especialistas e instituições públicas apontam a necessidade de medidas complementares, como preparação para concursos, combate ao racismo institucional, capacitação de gestores e ampliação do acesso a oportunidades de promoção. A adoção dessas iniciativas busca evitar que a política de ingresso seja dissociada das condições de desenvolvimento da carreira.

O lançamento do programa ocorre em um contexto de cobrança por maior diversidade nas instituições públicas. A presença de profissionais com diferentes trajetórias sociais e raciais é apontada como relevante para aproximar o Judiciário da população e ampliar a confiança nas instituições. No entanto, a efetividade da iniciativa dependerá da execução das ações previstas e da divulgação periódica de resultados.

O TJMG deverá acompanhar a implementação do programa por meio de suas áreas administrativas e de gestão de pessoas. A expectativa é que as medidas contribuam para ampliar o acesso de pessoas negras às carreiras do tribunal e para consolidar políticas permanentes de igualdade racial no Judiciário de Minas Gerais.

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