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A Polícia Federal (PF) apurou que a empresa Digimais utilizou um “modelo operacional” adotado pelo Banco Master em suas atividades, conforme revelado em investigações divulgadas nesta semana. O caso, em análise desde 2022, aponta para práticas supostamente ilícitas na gestão de recursos e na conformidade de transações bancárias.
De acordo com o inquérito, a PF identificou similaridades no fluxo de recursos entre ambas as instituições, com registros de operações que não teriam passado por análises de risco adequadas. O modelo em questão, segundo os investigadores, permitiu a movimentação de valores sem a devida transparência, configurando possíveis irregularidades no sistema financeiro.
A Digimais, empresa especializada em serviços de fintech, nega ter praticado ilegalidades e afirma que todas as operações foram conduzidas dentro do âmbito legal. “O Banco Master é uma instituição respeitada, e nossa parceria sempre seguiu os protocolos regulatórios vigentes”, disse um porta-voz da empresa, reiterando a confiança no sistema judiciário.
O Banco Master, por sua vez, não se pronunciou oficialmente sobre o caso, mas registrou que as operações em análise fazem parte de um “desenvolvimento de serviços de inovação financeira”. O órgão ressaltou que colabora com as autoridades para esclarecer qualquer dúvida sobre suas práticas.
A investigação está sendo conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) e envolve também o Banco Central do Brasil. Até o momento, não houve prisões ou bloqueios de ativos, mas a PF alerta para a necessidade de maior fiscalização em operações de fintechs que utilizem modelos de terceiros sem adequação completa às normas de conformidade.
O caso ganhou relevância após a divulgação de relatórios que apontam para um aumento de 30% nas movimentações suspeitas no setor de serviços financeiros digitais entre 2021 e 2023. Especialistas em economia destacam a importância de regulamentações mais rígidas para evitar que práticas semelhantes se repitam.
Com o avanço das investigações, a PF espera concluir a análise dos dados até o final do primeiro semestre de 2024. A conclusão do inquérito pode impactar diretrizes de operação de fintechs no país e reforçar a necessidade de auditorias internas em instituições financeiras.
Enquanto isso, o mercado aguarda reações do Congresso Nacional sobre a possibilidade de novas normas para a área. O Ministério da Economia já sinalizou que está monitorando o caso para avaliar ajustes nas legislações vigentes.
Esse episódio reforça a complexidade do setor financeiro digital, onde inovação e conformidade precisam coexistir para garantir a estabilidade do sistema e a proteção dos consumidores.
— *Fonte: Polícia Federal e investigações do GAECO.*



