
Um pastor evangélico mineiro, identificado como João Silva, foi confirmado entre as vítimas fatais dos terremotos que atingiram a Venezuela nos últimos dias. Os tremores, registrados na noite de 12 de outubro, tiveram magnitude de 6,7 graus na escala Richter, segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), e deixaram ao menos 12 mortos e mais de 500 feridos, segundo a Defesa Civil venezuelana.
O epicentro dos tremores ocorreu a 150 km de Caracas, em uma região serrana próxima à fronteira com a Colômbia. O pastor João Silva, que atuava em uma comunidade religiosa localizada na capital venezuelana, estava em uma igreja quando o segundo tremor, de magnitude 5,3, atingiu a região. Testemunhas relataram que o templo desabou parcialmente, enterrando o pastor sob os escombros.
As equipes de resgate venezuelanas, com apoio de voluntários da Cruz Vermelha e de organizações locais, trabalham em esforços contínuos para localizar sobreviventes em áreas afetadas. Entre os desabamentos registrados estão casas, prédios comerciais e uma escola pública em um bairro periférico de Caracas. O governo de Nicolás Maduro declarou estado de exceção em 15 municípios afetados, ampliando a ajuda humanitária.
Segundo a Secretaria de Proteção Civil da Venezuela, os tremores danificaram mais de 200 unidades habitacionais e interromperam serviços de energia e água nas zonas atingidas. A rede internacional de monitoramento sísmico da Universidade de Chile classificou o evento como um dos mais intensos registrados na região em duas décadas.
A morte do pastor João Silva gerou consternação na comunidade evangélica brasileira no exterior. Em nota, a Igreja Batista de Minas Gerais, de onde o pastor era origem, destacou sua atuação na evangelização de migrantes brasileiros na Venezuela e solidarizou-se com a família. “João era um missionário dedicado e um exemplo de resiliência no contexto da crise venezuelana”, afirmou o líder religioso da instituição.
A Venezuela, que enfrenta uma severa instabilidade socioeconômica há anos, enfrenta também desafios na resposta a desastres naturais. Críticos apontam a falta de recursos para manutenção estrutural de edifícios como fator ampliador dos danos. O presidente Maduro anunciou a alocação de 5 milhões de dólares para a reconstrução das áreas afetadas, mas grupos de direitos humanos questionam a agilidade das ações.
Enquanto as equipes de resgate continuam seus trabalhos, a comunidade internacional monitora a situação. A ONU reforçou seu apoio técnico à Venezuela e destacou a necessidade de cooperação multilateral para mitigar os impactos dos desastres naturais nos países em desenvolvimento.



