POLÍTICA

PBH Vai Cobrar Passeios de Barco na Pampulha Após Testes e Planeja Ampliação da Frota

A Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) confirmou na semana passada a implementação de cobrança para passeios turísticos de barco na Lagoa da Pampulha, após uma fase de testes realizada ao longo de 2023. A medida, anunciada durante coletiva na sede da Secretaria Municipal de Turismo, busca viabilizar a manutenção da frota e aprimorar a experiência dos visitantes.

De acordo com a PBH, os passeios gratuitos oferecidos desde a década de 1990 tinham custo mensal próximo a R$ 150 mil, financiados por verbas da prefeitura. Com a nova política, os valores variam entre R$ 20 (meia) e R$ 40 (inteira), dependendo da duração do trajeto. A tarifa foi aprovada pela Câmara Municipal em setembro de 2023, com apoio de 17 dos 25 vereadores presentes.

O secretário municipal de Turismo, João Vitor Almeida, destacou que os testes, realizados entre junho e agosto, registraram cerca de 80 mil passageiros. “A receptividade foi positiva, e a arrecadação já cobriu 60% dos custos operacionais”, afirmou. A PBH planeja incluir três novas embarcações na frota até o final do ano, elevando a capacidade de atendimento para 15 mil pessoas por semana.

A mudança gerou reações divergentes. Enquanto associações de turismo elogiam a medida por “garantir a sustentabilidade do serviço”, grupos de defesa da acessibilidade questionam o impacto em visitantes de baixa renda. A prefeitura informou que 30% das vagas serão destinadas a estudantes, idosos e famílias de baixa renda, mediante cadastro prévio.

Os passeios operam diariamente das 9h às 17h, com saídas a cada 30 minutos. A PBH também anunciou a integração do serviço com o sistema de transporte público municipal, permitindo o uso do bilhete único para acesso aos barcos. Para o próximo ano, está prevista a inclusão de roteiros temáticos, como “Pampulha e a Arquitetura Moderna”, com parceria da Fundação João Pinheiro.

Segundo dados da Secretaria de Turismo, a Pampulha recebeu 1,2 milhão de visitantes em 2023, um aumento de 18% em relação a 2022. A implementação da tarifa é vista como estratégia para equilibrar a demanda crescente com os custos de manutenção da área, que inclui limpeza, segurança e preservação do patrimônio histórico.

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