
Um tornado de intensidade extrema atingiu a cidade de Cascavel, no Paraná, na tarde de quinta-feira (15), com ventos registrados de até 200 km/h. O fenômeno, classificado como F3 na escala Fujita, causou destruição em bairros periféricos e provocou a evacuação de centenas de moradores. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) confirmou o evento como um dos mais fortes registrados na região sul do país nos últimos 20 anos.
Segundo informações do Corpo de Bombeiros, ao menos 12 edifícios sofreram danos estruturais, com desabamentos parciais em áreas comerciais e residenciais. Avenida Presidente Kennedy foi a mais afetada, com árvores arrancadas e veículos soterrados por escombros. A Defesa Civil estadual mobilizou 250 equipes para avaliar danos e atender às demandas da população.
O governador do Paraná, Carlos Massa Ratinho Júnior, declarou estado de emergência imediato e autorizou o uso de recursos do Fundo Estadual de Proteção e Defesa Civil. “Estamos priorizando a segurança dos moradores e a reabertura das vias principais”, afirmou em coletiva transmitida ao vivo. A prefeitura de Cascavel informou que 15 famílias estão temporariamente alojadas em abrigos comunitários.
Estudos do Laboratório de Clima da Universidade Federal do Paraná (UFPR) apontam que a formação do tornado ocorreu devido ao encontro de massas de ar quente e úmida vindas do norte com correntes frias do sul. “Essas condições climáticas são cada vez mais frequentes devido ao aquecimento global”, destacou o climatologista João Batista. A previsão indica que a região enfrentará outras instabilidades na próxima semana.
As autoridades reforçam orientações para que a população mantenha kits de emergência atualizados e fique atenta aos alertas da Defesa Civil. Ainda não há relatos de mortes, mas 17 pessoas estão em observação hospitalar por contusões leves. A Energisa trabalha na normalização do fornecimento de energia, que permanece interrompida em 12 bairros.
Com a chegada de ajuda federal, prevista para as próximas 48 horas, as autoridades focam em levantamentos de prejuízos para solicitação de recursos da União. O evento reforça a necessidade de investimentos em infraestrutura resiliente, tema discutido em fóruns ambientais internacionais.



