
Os candidatos Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Jair Bolsonaro (PL) concentraram as atividades desta terça-feira (25), na reta final do segundo turno da eleição presidencial de 2022, na mobilização de apoiadores, na divulgação de mensagens pelas redes sociais e na tentativa de ampliar o apoio político antes da votação.
A disputa entre os dois candidatos entrou na última semana com forte polarização. No primeiro turno, realizado em 2 de outubro, Lula obteve 48,43% dos votos válidos, enquanto Bolsonaro alcançou 43,20%. Como nenhum dos dois atingiu a maioria absoluta, os candidatos voltaram a disputar o segundo turno, marcado para 30 de outubro.
Ao longo do dia, a campanha de Bolsonaro reforçou a defesa das ações adotadas pelo governo federal durante o mandato, especialmente nas áreas de economia, infraestrutura e programas de transferência de renda. O candidato também manteve o discurso de oposição ao PT e voltou a pedir o apoio de eleitores que haviam votado em outros concorrentes no primeiro turno.
A equipe do presidente procurou destacar manifestações de apoio de governadores, parlamentares e lideranças políticas que aderiram à campanha. A estratégia incluía ampliar a presença do candidato em regiões consideradas decisivas e insistir na comparação entre os oito anos de governos petistas e a gestão iniciada em 2019.
Na campanha de Lula, as mensagens do dia priorizaram a defesa da democracia, a retomada de políticas sociais e a necessidade de reconstrução de programas públicos. O candidato também buscou consolidar o apoio declarado por partidos, governadores, prefeitos, artistas e representantes de diferentes setores da sociedade.
O petista manteve a estratégia de apresentar a eleição como uma escolha entre dois projetos distintos para o país. Entre os temas citados pela campanha estiveram o combate à fome, a geração de empregos, a valorização do salário mínimo, a retomada de investimentos públicos e o fortalecimento de áreas como saúde e educação.
As duas campanhas também utilizaram a terça-feira para ampliar a comunicação digital com os eleitores. Vídeos, declarações de aliados e trechos de discursos foram distribuídos pelas redes sociais, em uma tentativa de alcançar principalmente o eleitorado indeciso e reduzir a rejeição aos candidatos.
A agenda ocorreu dois dias antes do último debate presidencial do segundo turno, que seria realizado pela TV Globo em 28 de outubro. O encontro era tratado pelas campanhas como uma das últimas oportunidades para apresentar propostas diretamente ao eleitorado e responder às críticas do adversário.
Naquele momento, a legislação eleitoral permitia a realização de comícios e atividades de campanha até 27 de outubro. A propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão terminaria em 28 de outubro, enquanto a circulação de propaganda na internet seguiria as regras estabelecidas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Com a proximidade da votação, Lula e Bolsonaro passaram a concentrar esforços nos estados com maior número de eleitores e nas regiões em que buscavam ampliar a vantagem ou diminuir a diferença registrada no primeiro turno. O resultado final dependeria da capacidade de cada campanha de mobilizar apoiadores e conquistar os votos dos eleitores que não haviam escolhido nenhum dos dois candidatos na primeira etapa.
