
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou nesta semana dados que revelam uma redução significativa no número de analfabetos no Brasil. Segundo o levantamento, o país conta com 8,4 milhões de pessoas analfabetas em 2023, a menor marca desde o início da série histórica, em 2016. O dado é baseado na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), que mapeia indicadores sociais e econômicos no Brasil.
A降幅 de analfabetismo ocorre após um período de estabilização registrada em anos anteriores. Em 2016, o número era de 10,3 milhões. A redução de 18,4% nos últimos sete anos indica avanços nas políticas de educação básica e em programas de alfabetização de adultos. O IBGE atribui o progresso à melhoria no acesso a cursos noturnos, ampliação de programas municipais e estaduais de alfabetização e à expansão do Ensino Médio em escolas públicas.
Os dados revelam disparidades regionais: o Nordeste concentra 52% do total de analfabetos, com 4,3 milhões de pessoas, seguido pelo Sudeste (27%) e pelo Norte (13%). Entre os grupos mais impactados, destacam-se os idosos acima de 65 anos, que representam 38% do total, e os jovens com menos de 15 anos, que ainda enfrentam desafios na conclusão do ciclo básico. A pesquisa também aponta que 72% dos analfabetos residem em áreas rurais, onde a infraestrutura educacional ainda é insuficiente.
Para o coordenador da PNAD Contínua, o estatístico Carlos Eduardo Ferreira, os resultados refletem a eficácia de iniciativas como o Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa e o Programa Mais Educação. “A redução do analfabetismo exige estratégias contínuas, mas os dados comprovam que é possível avançar com políticas públicas focadas e investimentos em infraestrutura escolar”, afirmou Ferreira.
O Ministério da Educação destacou que os dados do IBGE reforçam a importância de expandir programas de capacitação para professores e de aumentar o número de bibliotecas em comunidades carentes. Apesar do progresso, especialistas alertam que o país ainda precisa duplicar o ritmo de redução para atingir a meta de eliminar o analfabetismo até 2030, conforme prevê a Agenda 2030 das Nações Unidas.
O IBGE reafirmou o compromisso de manter o monitoramento do analfabetismo como parte de suas atividades. O próximo relatório está previsto para 2024 e incluirá uma análise mais aprofundada sobre o impacto de tecnologias educativas no combate à exclusão social.



