
No último dia 15 de outubro, a família de Juliana Silva, modelo brasiliense de 28 anos, confirmou oficialmente sua morte após um forte terremoto atingir a região central da Venezuela. O evento sísmico, registrado com magnitude 6,2 na escala Richter, destruiu parte da cidade de Barquisimeto, onde Juliana residia desde 2021 em busca de oportunidades profissionais.
Segundo comunicado divulgado pela assessoria da família, Juliana estava trabalhando em uma casa de eventos quando o sismo ocorreu. Apesar dos esforços das equipes de resgate, não houve sobreviventes naquele local devido ao colapso total da estrutura. O corpo da modelo foi identificado por meio de exames odontológicos e documentação pessoal.
Juliana, conhecida por sua carreira no mercado de moda brasileiro, havia se transferido para a Venezuela após concluir um projeto internacional com uma agência de modelos da Colômbia. Segundo amigos próximos, ela estava integrada à comunidade local e atuava como voluntária em projetos sociais.
O governo venezuelano declarou luto oficial por três dias após o terremoto, que deixou ao menos 250 mortos e mais de 1,5 mil feridos. Autoridades informaram que equipes de resgate continuam a operar em áreas afetadas, com apoio de equipes internacionais.
A mãe da modelo, Maria Aparecida, em entrevista à imprensa brasileira, destacou a “resiliência e bondade” de Juliana. “Ela deixou um legado de amor e dedicação. Agora, lutamos por justiça e ajuda para as famílias das vítimas”, afirmou. A família solicitou doações para um fundo criado em memória da jovem, destinado a apoiar crianças e adolescentes das regiões afetadas.
Organizações de defesa de direitos humanos alertaram para a precariedade das estruturas em áreas de alto risco sísmico na Venezuela. Dados do Instituto Sismológico Venezuelano indicam que o país tem registros de atividade tectônica intensa desde 2018, mas o investimento em infraestrutura de segurança permanece insuficiente.
O caso de Juliana reacendeu debates sobre a vulnerabilidade de brasileiros residentes em países com risco natural elevado. A embaixada do Brasil em Caracas informou que está acompanhando os impactos do sismo e oferecendo suporte consular às famílias de cidadãos brasileiros afetados.
Um culto de despedida será realizado no Distrito Federal no próximo domingo, 22 de outubro, às 15h, no Cemitério da Colina, em Brasília. A comunidade artística brasiliense manifestou solidariedade à família por meio de redes sociais.



