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Morre aos 104 anos Antonio Villela, fundador do André Luiz, primeiro centro espírita do DF

O Distrito Federal perdeu uma figura histórica da espiritualidade brasileira. Antonio Villela, fundador do Centro Espírita André Luiz em 1949, faleceu aos 104 anos, na madrugada de quarta-feira (12). A confirmação da morte foi divulgada pelo próprio centro, que leva seu nome e é considerado o primeiro do gênero a ser estabelecido na região central do país.

Criada em um contexto de expansão do espiritismo no Brasil, a instituição surgiu com o objetivo de promover a filosofia kardequiana — baseada nas obras do médium Francisco Cândido Xavier — e oferecer serviços sociais, como atendimento psicológico e apoio a famílias em vulnerabilidade. Ao longo de seu trabalho, Villela se dedicou à construção de uma rede de apoio espiritual e comunitário, influenciando gerações de seguidores e colaboradores.

Segundo registros históricos, o centro espírita foi pioneiro no DF ao integrar práticas espirituais com atividades cívicas, como ações de educação e promoção da paz. Villela, que atuou como médium e escritor, deixou um acervo literário que aborda temas como imortalidade da alma, reencarnação e ética. Seus textos, amplamente distribuídos, são considerados referências na literatura espiritista brasileira.

O velório do líder espiritual está sendo realizado no Centro Espírita André Luiz, com transmissão online para seguidores espalhados por todo o Brasil. Representantes da comunidade espiritista destacaram, em comunicado oficial, que o legado de Villela se mantém vivo nos mais de 50 anos de atuação do centro e em iniciativas como o projeto “Mãos que Ajudam”, que oferece assistência a idosos e pessoas em situação de rua.

Antonio Villela nasceu em 1919 em Campinas (SP), mas migrou para o Distrito Federal na década de 1940, atraído pela oportunidade de disseminar o espiritismo em uma região ainda em fase de urbanização. Sua morte, aos 104 anos, gerou ondas de homenagens nas redes sociais, com mensagens de reconhecimento à sua trajetória de promoção do bem-estar coletivo.

O corpo do espiritualista será cremado na próxima sexta-feira (14), em cerimônia fechada para familiares e colaboradores diretos. O centro espírita planeja organizar uma semana de eventos em sua homenagem, com palestras e exibições de documentários sobre sua vida e obra.

A morte de Villela marca o fim de uma era no espiritismo brasiliense, mas sua influência continua a ser sentida nas atividades do centro que fundou. “Ele não apenas acreditava no espiritismo, como vivia seus ensinamentos todos os dias”, afirmou o atual diretor do André Luiz, Luís Carlos Pinto, em entrevista ao G1. “Seu exemplo foi a base para o que somos hoje.”

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