POLÍTICA

Quaest: Azambuja lidera disputa pelo Senado em Mato Grosso do Sul, com 22%; Contar tem 15% e Soraya, 11%

O ex-governador Reinaldo Azambuja aparece na liderança da disputa pelo Senado em Mato Grosso do Sul, segundo pesquisa Quaest. O levantamento indica que 22% dos entrevistados declararam intenção de votar no político. O deputado estadual Capitão Contar aparece em segundo lugar, com 15%, seguido pela senadora Soraya Thronicke, que registra 11%.

Os números foram divulgados em um cenário de preparação para as eleições de 2026, quando Mato Grosso do Sul escolherá dois representantes para o Senado Federal. Como o pleito ainda está distante, os resultados refletem o momento atual da corrida eleitoral e podem sofrer alterações ao longo dos próximos meses, conforme a definição das candidaturas e o avanço da campanha.

Reinaldo Azambuja governou Mato Grosso do Sul por dois mandatos, entre 2015 e 2022. Filiado ao Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), ele também ocupou cargos eletivos no Estado e é uma das principais lideranças políticas sul-mato-grossenses. Seu nome tem sido citado em articulações para a disputa de uma das vagas ao Senado.

Capitão Contar, que aparece com 15% das intenções de voto, é deputado estadual e ganhou projeção nacional ao disputar o governo de Mato Grosso do Sul em 2022. Naquele ano, ele avançou para o segundo turno e terminou a eleição em segundo lugar. O parlamentar mantém atuação associada ao campo conservador da política estadual.

Já Soraya Thronicke, que soma 11% no levantamento, exerce mandato de senadora por Mato Grosso do Sul. Eleita em 2018, ela ocupou posições de destaque no Senado e também concorreu à Presidência da República em 2022. A parlamentar ainda não confirmou oficialmente uma eventual candidatura à reeleição ou a outro cargo nas eleições de 2026.

A soma dos percentuais apresentados para os três nomes chega a 48%. O resultado restante corresponde às demais opções incluídas no levantamento, além dos entrevistados que não souberam responder ou declararam intenção de votar em branco ou nulo, conforme a metodologia e o cenário considerados pela pesquisa.

Pesquisas eleitorais realizadas antes do período oficial de campanha não representam o resultado final da eleição. Elas registram as preferências dos entrevistados no momento da coleta e podem ser influenciadas por fatores como alianças partidárias, mudanças no quadro de candidatos, exposição pública dos nomes e avaliação dos governos.

A disputa em Mato Grosso do Sul deverá ser marcada pela busca de alianças entre partidos e pela definição dos nomes que ocuparão as duas vagas em jogo. Até o início oficial do processo eleitoral, os partidos ainda poderão alterar estratégias, apresentar novas candidaturas ou optar por apoiar nomes já posicionados no levantamento.

Os dados da Quaest ampliam o debate sobre a sucessão política no Estado, mas não permitem concluir, isoladamente, quais candidatos têm maiores chances de eleição. A consolidação do cenário dependerá do registro das candidaturas, da campanha eleitoral e do comportamento do eleitorado até a votação.

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