
A Polícia Federal (PF) iniciou uma nova operação para investigar suspeitas de lavagem de dinheiro em contratos relacionados ao setor de saúde do Rio de Janeiro. A ação, deflagrada na manhã desta quinta-feira (15), visa apurar desvios de recursos públicos que teriam ocorrido por meio de empresas ligadas a fornecedores da rede hospitalar estadual.
De acordo com informações obtidas por veículos de notícias, a operação conta com a participação de agentes da PF, do Ministério Público Federal (MPF) e da Controladoria Geral da União (CGU). Equipes cumprem mandados de busca e apreensão em endereços de empresários, servidores e órgãos governamentais envolvidos no esquema.
O foco da investigação é a identificação de contratos irregulares celebrados entre 2020 e 2023, durante o período da pandemia da COVID-19. Procuradores destacam que a suspeita recai sobre a falta de controle na aquisição de equipamentos médicos e medicamentos, cujos valores não teriam sido usados conforme previsto.
“A operação busca desmontar uma rede de corrupção que utilizava empresas fantasmas para desviar recursos da saúde”, afirmou o coordenador do caso, o delegado federal João Silva (nome fictício para fins jornalísticos). A PF informou que mais de R$ 50 milhões em contratos estão sendo analisados.
Fontes do MPF revelaram que a investigação começou após denúncias anônimas sobre pagamentos a fornecedores sem entregas confirmadas. Além disso, documentos obtidos por meio de acesso à base de dados do governo estadual mostram irregularidades na emissão de notas fiscais.
Representantes da Secretaria Estadual de Saúde do Rio afirmaram, por meio de nota, que “não comentam investigações em andamento e reafirmam o compromisso com a transparência das ações do governo”. O governador do Estado, Cláudio Castro, ainda não se pronunciou oficialmente sobre o caso.
Advogados de parte dos investigados negam as acusações e prometem se defender durante o processo. O caso será analisado pela 10ª Promotoria de Justiça Especializada em Combate à Corrupção do Estado do Rio.
A operação reacende o debate sobre a necessidade de maior fiscalização em contratos emergenciais, especialmente no setor de saúde. Profissionais da área destacam que a pandemia ampliou a vulnerabilidade a fraudes, dada a urgência e a falta de recursos.
Esta é a terceira operação da PF no Estado nos últimos meses voltada para a apuração de desvios no sistema público de saúde. Em 2022, outras ações resultaram na prisão de 12 pessoas e na recuperação de R$ 30 milhões em recursos.
O Ministério Público Federal reforçou a importância de manter a transparência nas investigações e prometeu atualizações conforme novas etapas forem concluídas.
Com o avanço das investigações, a operação pode impactar a gestão de recursos na saúde do Rio nos próximos anos. A expectativa é que medidas de controle sejam fortalecidas para evitar novos desvios.



