
A Polícia Federal (PF) iniciou nesta quarta-feira (12) a quinta fase de uma operação federal que investiga esquemas de lavagem de dinheiro ligados a instituições financeiras e empresas suspeitas de envolvimento em atividades criminosas. A ação, que conta com a participação de mais de 150 agentes, busca identificar novas rotas de movimentação de recursos ilícitos e apreender ativos vinculados a operações ilegais.
Segundo informações divulgadas pela PF, a operação atua em três frentes principais: monitoramento de transações bancárias suspeitas, apreensão de bens e interrogatório de investigados. Até o momento, foram bloqueados R$ 42 milhões em contas vinculadas a uma rede internacional de lavagem de dinheiro, que, segundo a polícia, teria atuado entre 2018 e 2023.
A 5ª fase da operação é coordenada pela Procuradoria Federal Especializada e conta com o apoio da Receita Federal e do Banco Central. Autoridades destacaram a importância da cooperação internacional, já que parte das investigações envolve países da América Latina e Europa. O Ministério Público Federal também acompanha o processo para oferecer eventuais denúncias.
Entre as ações realizadas nesta fase estão a quebra de sigilo bancário de 32 empresas investigadas e a busca em escritórios de contabilidade suspeitas de facilitar o esquema. A PF informou que a operação não tem data para terminar, pois a investigação segue aberta a novos desdobramentos. “Essa é uma guerra sem trégua contra os criminosos que tentam lavar dinheiro de origens criminosas”, afirmou um oficial federal requisitado ao anonimato.
A operação também reforça a necessidade de modernização das leis brasileiras para combater atividades financeiras ilegais. Deputados da Comissão de Fiscalização e Controle (CFC) solicitaram audiências públicas para debater aprimoramentos na regulamentação bancária e na fiscalização de transações digitais.
O Ministério da Justiça destacou que a operação faz parte de um plano estratégico de combate à corrupção e ao crime organizado no país. “A lavagem de dinheiro é um dos maiores desafios para a segurança nacional, e estamos comprometidos com a aplicação rigorosa da lei”, afirmou o ministro em comunicado oficial.
Com a 5ª fase, a operação soma um total de 19 prisões preventivas e 48 empresas investigadas desde o início das ações em 2021. A PF reforça que os envolvidos responderão criminalmente, com penas que podem variar de 2 a 12 anos de prisão, além de multas.
A sociedade pode contribuir com a operação denunciando suspeitas de lavagem de dinheiro ao Disque 180, serviço de atendimento 24 horas da PF. “Cada informação pode ajudar a desmontar redes criminosas e recuperar bens roubados”, concluiu a porta-voz da operação.
