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Greve na Argentina provoca cancelamento de voos no Aeroporto de Brasília

Na manhã de hoje, passageiros que se preparavam para viajar ao exterior pelo Aeroporto de Brasília enfrentaram a frustração do cancelamento de vários voos, resultantes de uma greve em andamento na Argentina. A paralisação, que teve início na última semana, foi convocada por sindicatos de trabalhadores do setor público que exigem melhores condições de trabalho e aumentos salariais.

A greve, que tem impactos diretos na aviação civil, provocou a suspensão de voos de companhias aéreas argentinas e internacionais que fazem conexões em Buenos Aires. A situação se agrava para os viajantes brasileiros que têm como destino o país vizinho, onde a instabilidade econômica e social já vinha gerando preocupações no setor de turismo.

O Aeroporto de Brasília, um dos principais terminais do Brasil, viu um aumento no número de passageiros frustrados, muitos dos quais se organizaram em filas em busca de informações nos guichês das companhias aéreas. As equipes de atendimento ao cliente tentam lidar com o volume de reclamações e fornecer orientações sobre reacomodação em novos voos.

Em resposta à situação, a Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) emitiu um comunicado alertando os passageiros sobre a possibilidade de atrasos e cancelamentos em voos diretos ou que realizem conexões na Argentina. “Os passageiros devem se manter informados e entrar em contato com suas companhias aéreas para atualizações sobre a situação de seus voos”, afirmou um representante da ANAC.

A pandemia de COVID-19 já havia impactado significativamente o setor aéreo nos últimos anos, e agora a greve na Argentina coloca mais um obstáculo para o fluxo de passageiros entre os dois países. Os trabalhadores argentinos, insatisfeitos com a atual situação econômica, têm mobilizado manifestações e greves em diversas cidades, focando principalmente na necessidade de valorização do trabalho e aumento real de salários.

Além dos problemas enfrentados por passageiros com voos cancelados, a greve na Argentina pode gerar um efeito cascata nas operações de companhias aéreas que atendem a rota Brasil-Argentina. Analistas do setor já preveem um aumento nas tarifas de voo à medida que as companhias tentam minimizar perdas financeiras com a reacomodação de passageiros.

A impossibilidade de realizar voos programados pode também afetar o turismo, já que muitos brasileiros planejam viagens à Argentina durante a temporada de férias. Com a paralisação, há incertezas sobre a recuperação do setor no próximo mês, considerando que o turismo tem sido uma parte fundamental da economia argentina.

Os sindicatos dos trabalhadores argentinos afirmam que a greve é necessária para garantir que suas reivindicações sejam ouvidas e atendidas. O governo local, no entanto, se posicionou contra as paralisações, argumentando que elas afetam não apenas o setor público, mas também a economia de maneira mais ampla.

À medida que a situação se desenvolve, espera-se que novos desdobramentos ocorram nas próximas horas. A greve, que ainda não tem previsão de término, continua a provocar uma onda de cancelamentos e incertezas para os viajantes no Brasil e na Argentina.

Os passageiros são aconselhados a acompanhar as notícias e se manterem informados sobre os desdobramentos da greve, além de considerarem alternativas de viagem enquanto a situação não se estabiliza.

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