
O Sistema Único de Saúde (SUS) ampliou a oferta de medicamentos trombolíticos utilizados no atendimento de pessoas com infarto agudo do miocárdio e acidente vascular cerebral (AVC) isquêmico. A medida busca aumentar a disponibilidade de tratamentos capazes de dissolver coágulos e restabelecer o fluxo sanguíneo em situações de emergência.
Os trombolíticos são medicamentos administrados em hospitais e serviços especializados quando exames confirmam a presença de uma obstrução por coágulo. No infarto, o bloqueio impede a circulação adequada do sangue pelas artérias que irrigam o coração. No AVC isquêmico, o coágulo interrompe o fornecimento de sangue a uma parte do cérebro.
Entre os medicamentos utilizados está a tenecteplase, uma versão modificada de agente trombolítico que pode ser aplicada em dose única, por meio de injeção intravenosa. A forma de administração pode facilitar o atendimento em unidades de emergência, especialmente quando é necessário transferir o paciente para outro serviço ou realizar procedimentos complementares.
A ampliação da oferta não significa que o medicamento possa ser utilizado em todos os casos. A indicação depende da avaliação médica, dos sintomas apresentados, do resultado de exames de imagem e da existência de contraindicações. Pessoas com suspeita de AVC, por exemplo, precisam passar por exames para diferenciar o tipo isquêmico, causado por obstrução, do hemorrágico, provocado pelo rompimento de um vaso.
O tempo entre o início dos sintomas e a chegada ao hospital é um dos principais fatores para o sucesso do tratamento. Em casos de AVC isquêmico, a trombólise intravenosa pode ser considerada, em geral, nas primeiras horas após o início dos sinais, frequentemente dentro de uma janela de até 4,5 horas, conforme as condições clínicas do paciente e os protocolos adotados. Quanto mais rápido o atendimento, maiores são as possibilidades de reduzir sequelas.
No infarto, a prioridade também é reabrir a artéria comprometida o mais rapidamente possível. A trombólise pode ser utilizada quando a angioplastia não está disponível em tempo adequado, de acordo com a avaliação da equipe de saúde e as características do caso.
O Ministério da Saúde orienta que a população procure atendimento imediatamente diante de sintomas como dor ou pressão no peito, falta de ar, suor frio e náusea. No caso do AVC, sinais como alteração súbita na fala, perda de força em um lado do corpo, assimetria no rosto, confusão e dificuldade para caminhar exigem acionamento rápido do serviço de emergência.
A expansão dos trombolíticos faz parte das estratégias para qualificar o atendimento às doenças cardiovasculares e cerebrovasculares, que estão entre as principais causas de morte e incapacidade no país. A distribuição e o uso dos medicamentos seguem protocolos do SUS e devem ocorrer em unidades preparadas para realizar diagnóstico, monitoramento e tratamento das possíveis complicações.



