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No dia 12 de outubro, a cidade de Teresina, no Piauí, vive uma tristeza que abalou a família de uma mãe que denunciou negligência após a morte de seu bebê cinco minutos após o parto. O caso, que ocorreu em uma unidade hospitalar da rede pública estadual, gerou debates sobre a qualidade do atendimento no sistema de saúde local e a necessidade de reforço em protocolos de emergência obstétrica.
De acordo com informações divulgadas pela Secretaria Estadual de Saúde do Piauí (Sesapi), o parto normal ocorreu após uma gestação considerada de baixo risco. No entanto, após o nascimento, o bebê apresentou sinais de comprometimento neurológico e cardiorespiratório. A família afirma que os profissionais de saúde demoraram a reagir e não adotaram medidas imediatas para salvar a criança.
“O bebê nasceu, mas não chorou. Disseram que ele não respirava e que não havia o que fazer. Acho que eles não fizeram os primeiros socorros de forma adequada”, afirmou a mãe, que pediu anonimato devido ao trauma. A família já protocolou uma denúncia formal na Promotoria da Saúde e solicitou a instauração de um inquérito para apurar possíveis responsabilidades.
A Sesapi, por meio de nota oficial, informou que está colaborando com as investigações e que o hospital envolvido está submetido a uma auditoria de rotina. “A secretaria lamenta profundamente o ocorrido e reforça o compromisso com a qualidade do atendimento em unidades de saúde”, disse o comunicado. A instituição também destacou que o profissional envolvido foi afastado temporariamente das atividades.
O caso ganhou repercussão nas redes sociais, com críticas à infraestrutura hospitalar do Estado e à falta de treinamento em situações de risco obstétrico. Segundo dados do Datasus, o Piauí registrou uma taxa de mortalidade neonatal de 12,4 por 1.000 live births em 2023, acima da média nacional (9,8). A organização não governamental Pastoral do Menor alerta que o caso pode ser um sinal de falhas sistêmicas.
Enquanto a justiça apura os fatos, a mãe continua buscando respostas. “Quero que saibam que não foi um acidente. Foi descuido. Não podemos deixar isso passar em branco”, disse emocionada. O caso será incluído no relatório anual da Comissão Estadual de Biossegurança, que analisará medidas preventivas para evitar novas tragédias.
A promotoria informou que aguarda o laudo do Instituto Médico Legal para tomar uma decisão judicial. A família espera que o caso sirva como um alerta para a melhoria do sistema de saúde piauiense.



