
Um festival dedicado ao cinema fantástico estreia com uma homenagem à atriz, diretora e produtora Liz Marins. A iniciativa reúne obras marcadas por elementos de fantasia, horror, ficção científica e temas sobrenaturais, além de destacar a trajetória de uma das artistas associadas à cultura fantástica no Brasil.
Conhecida também pela personagem Liz Vamp, Liz Marins construiu uma carreira ligada ao cinema de gênero e à cultura pop. Sua atuação inclui trabalhos como atriz, diretora, roteirista, produtora e apresentadora. Ao longo dos anos, a artista participou de projetos voltados ao terror, ao fantástico e à valorização de produções independentes.
A homenagem integra a programação de estreia do festival e reconhece a contribuição de Liz Marins para a permanência do cinema fantástico no debate cultural brasileiro. O gênero, que reúne narrativas de horror, fantasia e ficção científica, tem ampliado sua presença em mostras, festivais e plataformas de exibição no país.
Além de celebrar nomes ligados à produção audiovisual, eventos desse tipo funcionam como espaços de circulação para filmes que nem sempre encontram espaço no circuito comercial. Curtas-metragens, longas independentes e produções experimentais costumam ocupar papel central nas programações, aproximando realizadores, pesquisadores e público.
A presença de Liz Marins na abertura também evidencia a relação entre o cinema fantástico e diferentes formas de expressão da cultura popular. Personagens, maquiagens, efeitos especiais, quadrinhos, literatura e música frequentemente se cruzam nesse universo, criando uma linguagem própria e uma comunidade de admiradores.
O cinema fantástico brasileiro tem uma trajetória marcada por iniciativas independentes e por diretores que desenvolveram projetos com recursos limitados. Mesmo diante de dificuldades de financiamento e distribuição, o segmento reúne profissionais que trabalham com soluções criativas para construir histórias, atmosferas e personagens.
Ao homenagear Liz Marins, o festival também recupera parte dessa história recente. A artista pertence a uma geração que ajudou a ampliar a visibilidade do terror e de outras vertentes do fantástico no Brasil, em um período no qual esses gêneros ainda ocupavam espaço restrito nos principais circuitos culturais.
A estreia deve atrair espectadores interessados em produções de horror, fantasia e ficção científica, bem como estudantes, pesquisadores e profissionais do audiovisual. Para o público, a programação representa uma oportunidade de conhecer filmes de diferentes propostas e acompanhar debates relacionados à criação e à produção cinematográfica.
Festivais especializados desempenham ainda uma função importante na formação de público. Ao apresentar obras nacionais e estrangeiras fora do circuito tradicional, esses eventos estimulam novas leituras sobre o gênero e contribuem para a diversidade da oferta cultural.
Com a homenagem a Liz Marins, a abertura do festival combina reconhecimento artístico e divulgação do cinema fantástico. A programação reforça a presença do gênero no audiovisual brasileiro e cria um ponto de encontro para realizadores e espectadores interessados em narrativas que exploram o imaginário, o medo e o sobrenatural.



