
A quarta-feira (26) foi marcada pela intensificação da campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Jair Bolsonaro (PL), que disputavam o segundo turno da eleição presidencial de 2022. A votação estava marcada para o domingo seguinte, dia 30 de outubro, e os dois candidatos concentraram esforços na mobilização de eleitores e na tentativa de ampliar alianças políticas.
Na reta final da disputa, as campanhas passaram a priorizar regiões consideradas estratégicas, além de reforçar a presença dos candidatos em entrevistas, atos públicos e plataformas digitais. Minas Gerais, segundo maior colégio eleitoral do país, permaneceu entre os principais focos das equipes dos dois presidenciáveis.
Lula participou de atividades de campanha e reforçou o discurso voltado à reconstrução de políticas públicas, à redução das desigualdades sociais e à retomada de programas sociais. O candidato também buscou associar sua campanha ao apoio de lideranças políticas e de setores da sociedade civil que defendiam a alternância no governo federal.
Durante os compromissos, a campanha petista voltou a destacar a necessidade de ampliar a votação no Sudeste e de manter o desempenho obtido pelo candidato no primeiro turno em estados do Nordeste. Lula terminou a primeira etapa da eleição na liderança, com 48,43% dos votos válidos, contra 43,20% de Bolsonaro.
Bolsonaro, por sua vez, manteve a estratégia de intensificar atos de campanha e a comunicação direta com apoiadores. A campanha do presidente buscou ampliar a votação em Minas Gerais, no Sul e em parte do Centro-Oeste, regiões onde o candidato havia obtido resultados expressivos no primeiro turno.
O discurso bolsonarista continuou concentrado na defesa de medidas adotadas durante o governo, na pauta econômica e em críticas ao Partido dos Trabalhadores. A campanha também procurou mobilizar o eleitorado conservador e reforçar o apoio de governadores, parlamentares e prefeitos alinhados ao presidente.
Além das agendas presenciais, os dois grupos políticos utilizaram as redes sociais para divulgar trechos de discursos, manifestações de apoiadores e críticas ao adversário. A circulação de conteúdos digitais aumentou durante a semana, em um cenário de forte polarização e de disputa pelo voto dos eleitores que não haviam escolhido nenhum dos dois candidatos no primeiro turno.
O Tribunal Superior Eleitoral havia estabelecido que a propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão terminaria em 28 de outubro. Com isso, os últimos dias antes da votação foram considerados decisivos pelas campanhas, que concentraram esforços na apresentação de propostas, na defesa dos próprios governos e na tentativa de reduzir a rejeição entre os eleitores.
A eleição de 2022 terminou com a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva, que recebeu 60.345.825 votos, correspondentes a 50,90% dos votos válidos. Jair Bolsonaro obteve 58.206.322 votos, ou 49,10%, na disputa presidencial mais acirrada desde a redemocratização do Brasil.
