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EUA retoma ataques e Trump diz que Irã pode “deixar de existir”

Os Estados Unidos retomaram operações militares no Oriente Médio após uma série de ataques a instalações iranianas, enquanto o presidente Donald Trump emitiu uma declaração contundente, afirmando que o Irã “pode deixar de existir” caso intensifique hostilidades. A retomada de ações ocorre em meio a crescentes tensões entre as duas potências, culminando em uma escalada de confrontos que preocupam a comunidade internacional.

De acordo com relatos de fontes militares e analistas, os ataques norte-americanos ocorreram na madrugada do último domingo (15), com o envio de drones e aviões F-18 para abater sistemas de defesa aérea iranianos na província de Kermanshah. A Operação “Águia da Liberdade”, comandada pelo Departamento de Defesa dos EUA, é descrita como uma resposta a ataques anteriores a navios mercantes na região.

O presidente Trump, em comunicado divulgado em suas redes sociais, alertou sobre as consequências de ações hostis do Irã. “Não estamos buscando guerra, mas não hesitaremos em proteger nossas forças e interesses. O Irã pode deixar de existir como nação se continuar com seu caminho atual”, afirmou. Sua declaração foi recebida com críticas por parlamentares democratas, que consideram o discurso “excessivamente agressivo”.

O Ministério das Relações Exteriores do Irã, por sua vez, condenou as ações dos EUA como “ataques injustificados” e afirmou que está preparada para “respostas simétricas”. O porta-voz da entidade, Saeed Khatibzadeh, destacou que o Irã “não tem intenção de provocar conflito, mas não permitirá ingerência estrangeira em suas fronteiras”.

A Organização das Nações Unidas convocou uma reunião de emergência da Assembleia Geral para discutir a escalada de tensões. O Secretário-Geral, António Guterres, pediu “diálogo imediato” entre as partes para evitar uma guerra regional. Países como Alemanha, França e Reino Unido emitiram notas de preocupação, enquanto a Rússia e a China se posicionaram a favor de uma solução diplomática.

Analistas de segurança internacional destacam que a disputa remete a décadas de desentendimentos entre Washington e Teerã, agravados por sanções econômicas e o programa nuclear iraniano. “A retomada de ataques por parte dos EUA é um sinal de impaciência com a política do Irã, mas pode acelerar a formação de alianças regionais contra Washington”, avaliou o pesquisador do Instituto Carter, Michael Doran.

Enquanto isso, o Congresso norte-americano debate a aprovação de um projeto de lei que autoriza o presidente a solicitar autorização ao Congresso para usar força militar no Exterior, uma medida que poderia limitar ações unilaterais como as recentes. Os debates refletem as divisões entre o Executivo e o Legislativo sobre a política externa.

Com o cenário regional em volto da instabilidade, especialistas alertam para o risco de um conflito de grande magnitude. “As linhas estão sendo redefinidas, e qualquer ato de provocação pode desencadear uma guerra que afetará não apenas a região, mas o mundo inteiro”, ressaltou o professor de Relações Internacionais da Universidade de Princeton, David Hirst.

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