
O Banco Central do Brasil divulgou oficialmente nesta terça-feira (30/10) a previsão de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 2% em 2026, em linha com as estimativas do mercado financeiro. A projeção, apresentada no relatório trimestral da autoridade monetária, considera fatores como estabilidade inflacionária, recuperação do setor industrial e aumento do consumo interno.
De acordo com o documento, a taxa de expansão prevista é 0,3 ponto percentual superior à projeção anterior, revisada diante do desempenho positivo da economia no segundo semestre de 2024. “As condições macroeconômicas atuais permitem otimismo sobre o potencial de crescimento estrutural”, afirmou o presidente do Banco Central, Roberto de Oliveira, em coletiva de imprensa.
O relatório destaca o papel das políticas públicas recentes, como o programa de modernização da infraestrutura e o aumento do investimento em tecnologia para o agronegócio. Além disso, o Banco Central reforçou que a manutenção do superávit primário (R$ 45 bilhões) e a redução da dívida pública (para 68% do PIB em 2025) são fatores determinantes para a projeção.
Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o PIB do país cresceu 0,8% no terceiro trimestre de 2024, acima da média anual estimada para este ano. Especialistas analisam que a projeção de 2% para 2026 representa um desafio, mas é alcançável com a manutenção das atuais diretrizes macroeconômicas.
Críticas à projeção surgiram de setores da academia, que destacam riscos como a volatilidade cambial e a desaceleração da economia global. “A projeção do BC não considera plenamente os efeitos da desigualdade de renda e da fragilidade do mercado imobiliário”, alertou a economista Maria Fernandes, da Fundação Getulio Vargas.
Em resposta a questionamentos, o Banco Central reiterou que monitorará de perto os indicadores de risco e está preparado para ajustar políticas se necessário. A próxima atualização da projeção está marcada para o início de janeiro de 2025.
