
A Câmara dos Deputados aprovou, em sessão realizada na última quarta-feira, um projeto de lei que isenta o Imposto Sobre Serviços (ISS) para os eventos ligados à Copa do Mundo de Futebol Feminino, programada para ocorrer no Brasil em 2027. A proposta, que visa realizar um incentivo fiscal a fim de promover o evento, foi recebida com entusiasmo por diversas entidades esportivas e sociais que atuam na promoção do futebol feminino.
A justificativa para a isenção do ISS, segundo os parlamentares, é a possibilidade de aumentar o investimento e a visibilidade do futebol feminino no país, além de estimular o turismo e a economia local nas cidades-sede do torneio. Com a isenção tributária, os organizadores da Copa do Mundo poderão direcionar recursos para a infraestrutura necessária, como estádios, acessibilidade e comodidades para os torcedores.
O projeto, aprovado por unanimidade, foi elogiado por nomeadamente parlamentares envolvidos na promoção do esporte e pela igualdade de gênero. Os defensores da proposta argumentam que a isenção tributária não apenas beneficiará as organizadoras do evento, mas também poderá abrir oportunidades para que mais mulheres sejam inseridas no cenário esportivo, tanto em funções administrativas quanto dentro de campo.
Além do impacto econômico, espera-se que a realização da Copa do Mundo Feminina no Brasil inspire uma nova geração de jogadoras e torcedoras. O aumento do interesse pelo futebol feminino tem sido observado nos últimos anos, com ligas e competições que atraem cada vez mais a atenção do público. A aprovação da isenção do ISS pode ser vista como um passo significativo para consolidar esse crescimento.
A isenção foi objeto de discussões acaloradas entre os membros da Câmara, com a oposição questionando os efeitos a longo prazo dessa isenção nas finanças municipais. Entretanto, os apoiadores do projeto argumentaram que os benefícios potenciais superam as preocupações levantadas, reiterando a importância de eventos como a Copa do Mundo para a promoção do esporte.
O Ministério do Esporte também se manifestou a favor da aprovação da isenção, destacando que a iniciativa está alinhada com a política de incentivo ao futebol feminino no Brasil. Em sua declaração, o ministério enfatizou o potencial da Copa do Mundo Feminina como um catalisador para mudanças sociais e culturais, promovendo a igualdade de gênero e a valorização do esporte feminino.
Uma vez sancionada pelo presidente da República, a lei permitirá que as cidades-sede e os organizadores do evento possam planejar adequadamente a estrutura e as atividades relacionadas à Copa do Mundo, aproveitando os recursos de maneira a beneficiar todos os envolvidos, desde o público até os atletas.
A expectativa agora é que, com a aprovação da isenção do ISS, o Brasil possa se preparar para receber este importante evento esportivo, reforçando seu compromisso com a modalidade e contribuindo para um legado duradouro de inclusão e promoção do futebol feminino.
A implementação efetiva da medida e o acompanhamento de seus resultados serão cruciais para avaliá-la como um modelo a ser replicado em futuras edições de grandes eventos esportivos no país, garantindo assim que as mudanças propostas sejam sustentáveis e impactantes.
