
Um lavador de carros, identificado como João Silva, 34 anos, foi uma das três vítimas de uma chacina registrada na manhã de terça-feira (05/12) em uma oficina de lavagem de veículos na zona rural de Minas Gerais. O crime ocorreu por volta das 9h, quando um grupo armado chegou ao local e efetuou vários disparos contra os trabalhadores sem que houvesse qualquer resistência ou confronto prévio.
Segundo informações do Comando Regional de Polícia Militar de Uberlândia, os responsáveis pelo ataque fugiram em um veículo roubado, mas a identidade do mandante ainda não foi confirmada. Testemunhas relataram que os criminosos atiraram por pelo menos cinco minutos, esfaqueando algumas das vítimas após as agressões com armas de fogo.
João Silva, que trabalhava na oficina há oito anos, foi esfaqueado repetidamente no abdômen e no tórax. “Ele era uma pessoa tranquila, sempre cumpridora de horário. Não tem como entender porque alguém atacaria ele sem motivo”, afirmou o vizinho e colega de trabalho, Carlos Mendes, 41 anos. Até o momento, nenhuma motivação foi confirmada pela polícia, que investiga possíveis ligações com crimes organizados ou disputas internas.
O governador de Minas Gerais, Romeu Zema, emitiu uma nota de solidariedade às famílias das vítimas e anunciou reforço nas operações policiais na região. “Esse tipo de violência não pode se tornar rotina. Pedimos à população que colaborem com as investigações informando possíveis pistas”, destacou. A Delegacia de Homicídios de Uberlândia está coordenando as investigações e já instaurou inquérito para apurar o caso.
Apesar do aumento na repressão, especialistas em segurança pública alertam que os casos de violência em áreas rurais e pequenas cidades vêm crescendo, muitas vezes ligados a desavenças regionais. A chacina de João Silva e seus colegas reacende a discussão sobre a necessidade de políticas de prevenção e fortalecimento das polícias comunitárias.
Os corpos foram levados ao Instituto Médico Legal de Uberlândia e os familiares aguardam a liberação para o sepultamento. Nenhuma prisão foi registrada até a publicação deste artigo.



