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Após um forte terremoto de magnitude 6,2 atingir a Venezuela na madrugada de quinta-feira (12), o Brasil iniciou operações de busca e resgate em áreas afetadas, concentrando esforços na capital, Caracas, onde foram registrados danos estruturais e desabamentos. O governo federal informou que uma equipe de 30 militares especializados e quatro cães farejadores foram mobilizados para auxiliar nos resgates, além de doar kits de emergência e equipamentos médicos.
Segundo a Defesa Civil Venezuelana, o sismo, registrado às 3h38 (horário local), causou pelo menos 12 mortes e mais de 150 feridos. Edifícios residenciais e comerciais em regiões densamente povoadas colapsaram, dificultando o acesso às vítimas. O chefe da Defesa Civil do Brasil, General João Marcelo, afirmou que a cooperação internacional é essencial em desastres naturais: “Estamos aqui para auxiliar na reação imediata e garantir que as equipes locais contem com suporte técnico e logístico.”
O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, agradeceu o apoio brasileiro em pronunciamento transmitido nas redes sociais. “A solidariedade entre nações é o único caminho para superar crises como esta”, disse, destacando a atuação de equipes nacionais e estrangeiras. O governo também pediu aporte de recursos para reconstrução de infraestrutura afetada, especialmente em bairros de baixa renda.
Organizações internacionais, como a ONU e a Cruz Vermelha, monitoram a situação e oferecem assistência humanitária. A Colômbia e a Argentina também anunciaram envio de equipes médicas às fronteiras. A região, historicamente vulnerável a terremotos, enfrenta desafios de urbanização irregular, amplificando os riscos em eventos sísmicos.
Enquanto as operações de resgate prosseguem, autoridades reforçam a necessidade de reforço de edifícios e políticas de prevenção em zonas de risco. O evento serve como alerta para o aumento da atividade geológica no Cinturão de Fogo do Atlântico Sul, que abrange a faixa leste da América do Sul.
O Brasil reafirma seu compromisso com ações de cooperação internacional em desastres, alinhado a diretivas da Organização dos Estados Americanos (OEA). A missão, com previsão de término em até sete dias, conta com suporte aéreo via aeronaves da Força Aérea Brasileira (FAB) e coordenação com as autoridades locais.



