ECONOMIA

Operação em BH desmantela grupo de falsos influenciadores e bloqueia R$ 7 milhões

Uma operação conjunta entre a Secretaria de Segurança Pública de Minas Gerais e o Ministério Público Federal desmantelou, na última semana, um grupo suspeito de atuar como influenciadores digitais falsos na Grande Belo Horizonte. A ação resultou no bloqueio de mais de R$ 7 milhões em ativos, incluindo contas bancárias e dispositivos eletrônicos, apontados como ilícitos.

De acordo com informações divulgadas pelas autoridades, o grupo utilizava redes sociais para enganar seguidores, promovendo marcas e produtos com perfis fabricados. A investigação revelou que os indivíduos criavam teor digital falso, combinado com dados de engajamento artificial, para atrair patrocínios de empresas desconhecidas do esquema.

O coordenador da operação, delegado João Silva, destacou que a prática é uma forma de lavagem de dinheiro e enganação ao mercado. “A manipulação de números e a falsificação de influência digital são crimes que comprometem a economia digital. Estamos trabalhando para identificar os beneficiários finais desse esquema”, afirmou em coletiva.

Segundo o MPF, a operação teve início após denúncias de marcas que alegaram ter sido enganadas ao investir em campanhas com perfis que não geravam o retorno esperado. As investigações apontaram que o grupo utilizava softwares para automatizar curtidas, seguidores e interações, criando a falsa impressão de popularidade.

A polícia apreendeu 23 dispositivos eletrônicos, além de documentos que comprovam a estrutura financeira do grupo. A operação está em fase de conclusão, e os responsáveis responderão judicialmente por crimes de falsificação, lavagem de dinheiro e engano ao consumidor.

Especialistas em marketing digital alertam para os riscos de investir em campanhas sem verificação prévia dos influenciadores. “É essencial que empresas realizem análises de audiência e transparência antes de firmar parcerias, já que o mercado é alvo crescente de fraudes”, destacou a consultora Ana Costa.

O Ministério Público Federal destacou que a ação faz parte de uma estratégia mais ampla para fiscalizar práticas fraudulentas no setor da economia digital. “A internet é um espaço dinâmico, mas precisa de regulamentação e fiscalização para garantir a credibilidade de negócios online”, observou o promotor responsável pela investigação.

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